Fernando Assunção

Selo de música do norte “Psica” fecha contrato com gravadora Warner


#Música
Imagem: divulgação.


Distante do centro econômico e midiático do país, os artistas nortistas sempre precisaram se deslocar para o sudeste na tentativa de ampliar suas carreiras. Porém, sem deixar suas cidades e acreditando na força da conexão com seu lugar de origem, um grupo de artistas se reuniu para desenvolver colaborações e, em formato de coletivo, fazer ecoar um manifesto decolonial e “neocabano”. Eles são a “Psica Gang”, selo musical e movimento que agora faz parte da Warner Music Brasil (@warnermusicbr) e, do norte brasileiro, passam a mostrar suas culturas e realidades para todo o mundo.



Para marcar essa nova fase na carreira, a partir do próximo dia 26 de agosto, Kratos, Íra, Navi Beatz, Drinc Esc, Daniel ADR, Urb4no, Layse, MC Super Shock e Nic Dias lançam, semanalmente, oito faixas inéditas, reunidas na série “Para abrir os caminhos”, que trazem uma amostra da nova música periférica feita no Norte. São artistas predominantemente pretos e periféricos, que representam regiões distintas do Pará e do Amapá, porta-vozes de movimentos musicais de periferia, como o rap e o brega.



Integrados pelo movimento “Psica Gang”, o grupo de artistas passa a integrar o cast da Warner, gravadora multinacional que, no Brasil, promove nomes como Anitta, Ludmilla, Iza e Pabllo Vittar. Jeft Dias, coordenador da Psica Produções, explica como essa parceria funcionará na prática. “A Warner vai distribuir os lançamentos dos artistas nortistas nas plataformas de música. Com o peso de uma gravadora grande e mundial, as chances dos nossos artistas entrarem em playlists de projeção nacional, por exemplo, aumentam muito mais. E quem ganha é o artista e a cena local como um todo”, diz.







Quem inaugura a parceria Psica + Warner, já mostrando a diversidade regional desse projeto, é o rapper Kratos, de Castanhal, nordeste do Pará. Nome promissor do rap, Kratos lança “Sem Apego”, onde canta sobre conseguir ver o resultado do trabalho duro. “É uma música descontraída sobre uma festa que vou realizar na minha casa, trazendo uma mensagem de superação, de prosperidade. É sobre mostrar que nós também temos o direito de curtir, comemorar e aproveitar, sempre lembrando das origens, independente do momento”, adianta. A previsão de lançamento é para o dia 26 de agosto, marcando a primeira das nove sextas-feiras com novidades exclusivas.


Psica Gang é o selo musical criado pela Psica Produções, um movimento neo-cabano ativo na Amazônia há cerca de 10 anos, promovendo eventos, movimentando carreiras e fortalecendo a cultura preta ameríndia. Braço da produtora, o selo "Psica Gang" nasceu para conectar artistas periféricos da região metropolitana de Belém do Pará e artistas do sertão amazônico, do asfalto e dos rios, com objetivo de recontar a história amazônica sob o olhar de quem vive aqui. Gerson Júnior, que coordena a Psica junto a seu irmão, Jeft, conta que a parceria é um passo além na promoção da visibilidade da música preta, periférica e amazônica.




O EP que vai marcar mais um avanço de alta qualidade e sucesso na carreira do músico, está previsto para ser lançado em outubro deste ano, e além de "Momentos bons", vão estar presentes na coletânea musical também os hits: "Alice" e "Lágrimas Perdidas". "Espero que vocês se identifiquem com as minhas músicas, pois cada detalhe delas é pensando em proporcionar momentos bons pra vocês", declara Jairo sobre seu trabalho que está sendo preparado com muito carinho ao público, o que é a essência das produções musicais do cantor.



“A gente desenvolve um trabalho cultural que tem como marca o comprometimento com a cena local. E o barulho que nós fazemos está ressoando em todo o país, tanto é que uma grande gravadora de projeção mundial nos enxergou. E, infelizmente, para que um artista da Região Norte ganhe a projeção e o reconhecimento que merece, ainda é preciso do aval de uma grande gravadora. A gente espera com isso furar esse bloqueio e abrir portas para que os artistas locais tenham cada vez mais certeza do potencial incrível da música desenvolvida na Amazônia”, conta.


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Texto: Fernando Assunção (Assessoria de Imprensa)
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