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Projeto desenvolvido por estudante da UFPA promove acessibilidade em Libras e saberes amazônicos
A atividade, proporciona o conhecimento de saberes ancestrais, tecnológicos e ambientais em uma plataforma totalmente bilíngue

Por Gabriela Cardoso — Belém(Pará),Amazônia.
22/12/2025 - 07h00
Mesmo reconhecida como sistema linguístico oficial usado por pessoas surdas no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda não foi plenamente incluída no sistema educacional do país. Observando essa realidade, a discente do curso de Letras – Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará (UFPA), Marceli Pacheco desenvolveu uma trilha de leitura gamificada e hipertextual capaz de auxiliar estudantes surdos e educadores no cotidiano escolar. A atividade, chamada “Trilhando na Amazônia”, proporciona o conhecimento de saberes ancestrais, tecnológicos e ambientais em uma plataforma totalmente bilíngue.
Sob orientação da professora Jailma Bulhões (ILC/UFPA), Marceli passou os últimos dois anos em campo, na escola E.E.E.F.M. Jarbas Passarinho, durante o ciclo 2024-2025 do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). “O que me inspirou a fazer a trilha foi a realidade que vivenciei na escola. Havia recursos, mas eram recursos do atendimento educacional especializado (AEE) voltados ao público infantil”, explica a discente. “Quando a gente analisa os materiais disponíveis na sociedade para os alunos surdos, a gente constata que são materiais infantis, que não contemplam a todos, afinal não existem apenas alunos surdos crianças. Existem alunos surdos jovens e idosos também.”
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“Trilhando na Amazônia” como solução – Outro ponto central do trabalho desenvolvido pela discente é o protagonismo das culturas amazônicas, sobretudo aquelas de origem indígena: “o game é uma trilha de leitura com 18 capítulos que contam a história de uma personagem indígena. A personagem principal, que é muito importante para a sua comunidade, ganha um amuleto muiraquitã do pai dela. Só que, uma noite, homens maus, que são representados por pessoas que desmatam e ferem os animais, conseguem roubar o amuleto, e a aventura começa. A partir daí, os homens e as mulheres da aldeia vão atrás desses homens maus”, conta Marceli.
Ela acrescenta que a temática amazônica é trabalhada no game com base na valorização desses saberes ancestrais, abordando questões ambientais. “Tem uma parte da trilha, por exemplo, que descreve o que deve ser feito para amenizar o desmatamento. Então, o game também trabalha essas questões de consciência ambiental. Além disso, aparecem personagens como o boto, o uirapuru, a Iara e outros encantados que, na história, testam os conhecimentos tradicionais do jogador”, explica. Os capítulos contam, ainda, com desafios para que os leitores ajudem os personagens da história.
Leia o texto completo AQUI e saiba mais.
Fonte: Ascom UFPA
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