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Oficina gratuita leva tradição ribeirinha das letras de barco a mulheres da Vila da Barca, em Belém
A proposta é aproximar a tradição dos abridores de letras da realidade ribeirinha urbana de uma das maiores comunidades sobre palafitas da América Latina, abrindo caminhos também para geração de renda a partir desse conhecimento

Por Gil Sóter — Belém(Pará),Amazônia.
25/04/2026 - 07h00
Nos rios da Amazônia, cada barco carrega um nome pintado à mão. Em Belém, esse saber atravessa o território e chega, neste sábado (25), às mulheres da Vila da Barca, durante uma oficina de abertura de letras no Curro Velho. A proposta é aproximar a tradição dos abridores de letras da realidade ribeirinha urbana de uma das maiores comunidades sobre palafitas da América Latina, abrindo caminhos também para geração de renda a partir desse conhecimento.
A atividade inclui a produção de um painel coletivo, criado pelas próprias participantes e levado de volta à comunidade como marca concreta da experiência. Mais do que resultado visual, o trabalho sintetiza o encontro entre técnica, território e possibilidade de aplicação prática do aprendizado.
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A iniciativa é do Instituto Letras que Flutuam, que atua na valorização da cultura gráfica ribeirinha — especialmente das letras que identificam embarcações e que se tornaram um dos traços visuais mais marcantes da Amazônia. Criado a partir de mais de duas décadas de pesquisa e articulação com abridores de letras no Pará, o instituto busca fortalecer esses saberes e criar pontes entre tradição e novos públicos.
“A Vila da Barca faz muito sentido dentro do projeto. É a Belém ribeirinha, é um território que dialoga diretamente com o que a gente acredita e quer fortalecer”, afirma a diretora Fernanda Martins.
Acesse o Instagram @letrasqflutuam para saber mais sobre a programação.
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