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24 may 2025

Filme “A Caverna” de Elizabeth Santos aborda medo da verdade e manipulação da realidade


     Ambientado em um espaço opressor, uma caverna subterrânea onde as crianças são forçadas a viver acorrentadas. Após a exibição haverá um bate papo com a diretora e elenco do filme


Imagem: divulgação.
Imagem: divulgação.

Por Nexo — Ananindeua(Pará), Amazônia.

24/05/2025


Neste domingo (25/05) ,às 19h, o curtametragem “A Caverna” da diretora e roterista Elizabeth Santos terá a sua segunda apresentação para o público no Teatro Municipal de Ananindeua (região metropolitana de Belém). Gravado no mês de abril, o filme é uma adaptação da parábola filosófica “Mito da Caverna de Platão” onde a alegoria da caverna se transforma em uma reflexão visceral sobre a sociedade atual. Ambientado em um espaço opressor, uma caverna subterrânea onde as crianças são forçadas a viver acorrentadas. Após a exibição haverá um bate papo com a diretora e elenco do filme.


O filme expõe a manipulação da realidade por meio de sombras que simbolizam as mentiras e distorções que formam o cotidiano de uma sociedade que escolhe a ignorância. Imagens distorcidas são projetadas nas paredes, alimentando os prisioneiros com uma versão distorcida e superficial da realidade.


“O mito da caverna tem reflexões profundas que são importantes para a sociedade. Optei por uma adaptação contemporânea, onde a alegoria da caverna se transforma em uma reflexão visceral sobre a sociedade atual. Ambientado em um espaço opressor, uma caverna subterrânea onde as crianças são forçadas a viver acorrentadas, o filme expõe a manipulação da realidade por meio de sombras que simbolizam as mentiras e distorções que formam o cotidiano de uma sociedade que escolhe a ignorância. Imagens distorcidas são projetadas nas paredes, alimentando os prisioneiros com uma versão distorcida e superficial da realidade”, explica a diretora Elizabeth Santos. 


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A produção é independente, feita com recursos próprios da diretora. Ela conta que a ideia de produzir o curta-metragem foi um projeto que nasceu como trabalho de finalização do curso de Direção cinematográfica da AIC (Academia Internacional de Cinema), um tema que ela já havia pesquisado e achou interessante trazer para o audiovisual. “O filme é de extrema relevância e acredito que o cinema é um instrumento poderoso onde podemos levar pautas que gerem reflexão, conhecimento, questionamentos que tragam mudanças positivas na vida das pessoas”, completa a cineasta.


Para o jornalista Marcos Paulo, o filme é uma grande oportunidade para reflexão e mudar a forma de enxergar o mundo. “Foi muito importante fazer parte deste projeto. Tivermos a oportunidade de abordar temas signicativos na nossa sociedade, como a opressão e manipulação imposta a sociedade por pessoas que possuem o poder ou influência sobre os parâmetros da sociedade. O filme traz essa mensagem de como é importante não aceitar tudo que lhe é imposto, que é importante questionar, buscar a verdade por conta própria e expandir o pensamento e o conhecimento de forma crítica construtiva”, diz o jornalista que fez sua estreia como ator, interpretando Luk (personagem central da trama). 


O ator Leonardo Silva também falou sobre sua experiência durante as gravações do curta metragem. “Representou muito pra mim fazer parte dessa produção, poder conhecer pessoas, ver que o nosso PARÁ é cheio de pessoas talentosas, e poder contribuir com o cinema PARAENSE, NORTISTA, esse não é o meu 1° trabalho no áudiovisual, porém é o 1° trabalho a ser lançado, fiquei muito feliz em fazer parte dessa produção, mais ainda com a Direita Elizabeth Santos que me deu a 1°

oportunidade lá atrás em 2019, ela tem sido uma pessoa muito importante nesse início da minha Carreira, fiquei muito mesmo”, enfatiza.



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Leonardo conta que o curta-metragem passa várias mensagens ao público, vendo que os personagens passam por problemas físicos, emocional, espiritual ou até mesmo psicológico. “Em UMBRA meu personagem vemos alguém preso na "sua verdade" ele nos mostra o quanto ficamos presos aos nossos problemas internos, apesar de UMBRA e os demais estarem presos em "suas verdades" vemos em meio a tudo isso uma LUZ no personagem LUK, quando olhamos para LUK, podemos ver uma luz no fim do túnel, vemos esperança, amor ao próximo, e principalmente LIBERDADE”, explica o ator. O elenco conta com os atores Diego Amador (Itzal), Nádia Santos (Senka) e Shirley Santiago (Zilá).


O curta-metragem questiona as estruturas de poder e controle, refletindo sobre como as pessoas são condicionadas a aceitar realidades limitadas e distorcidas. “A Caverna” explora o medo da verdade e a resistência ao conhecimento, desafiando os espectadores a refletirem sobre o preço da liberdade, a construção da verdade e os dilemas que enfrentamos ao tentar romper com um sistema que nos condiciona a viver na escuridão. “Provoca uma reflexão profunda sobre os mecanismos de opressão e a forma como a ignorância é cultivada e perpetuada nas sociedades contemporâneas. Ao trazer temas como o sequestro infantil, trabalho escravo contemporâneo, desigualdade social e a manipulação da realidade, “A Caverna” se propõe a ser não apenas uma alegoria filosófica, mas um grito de alerta para os tempos atuais, desafiando o público a confrontar a verdade, por mais dolorosa que ela seja’, finaliza Beth.


Serviço: Exibição do Curta metragem “A Caverna” de @bethsantos2391 
Dia: Domingo (25/05) as 19h 
Loca: Teatro Municipal de Ananindeua (Parque Cultural Vila Maguary) 
Informações: (91) 98613-0065 



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Franciorlis ViannZa - Escritor 

Paulo Ferreira - Escritor e Jornalista

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