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Cortejo Visagento alerta sobre a memória e a resistência do rio Tucunduba, em Belém
O evento transforma as ruas do bairro em espaço de celebração da cultura popular paraense e de defesa dos territórios amazônicos

Por Assessoria — Belém (Pará), Amazônia.
28/10/2026 - 07h00
Quem tem medo do rio Tucunduba? No bairro do Guamá, em Belém, a pergunta ganha contornos de assombração, memória e denúncia socioambiental. No dia 31 de outubro, o Cortejo Visagento chega à sua 8ª edição convidando a população a refletir sobre a relação entre a cidade e seus rios. Com concentração às 18h, no Cemitério Santa Izabel, na avenida José Bonifácio, o evento transforma as ruas do bairro em espaço de celebração da cultura popular paraense e de defesa dos territórios amazônicos.
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A provocação desta edição é direta: não é o rio que ameaça a cidade, é a cidade que ameaça o rio. Nascido rio, o Tucunduba foi caminho de barcos, pessoas e mercadorias vindas das ilhas, marcou a formação do território e integra a memória de quem cresceu às suas margens. Ao longo do tempo, porém, passou a receber lixo e esgoto, sofreu com aterramentos e intervenções urbanas e teve sua identidade frequentemente reduzida à de um canal. A edição de 2026 propõe inverter essa perspectiva e questionar o modelo de urbanização que transforma rios vivos em problemas a serem eliminados.
Serviço: 8ª edição do Cortejo Visagento — “Quem tem medo do rio Tucunduba?”
Oficinas Visagentas
Data: quarta-feira (28/10) às 15h
Local: Espaço Cultural Nossa Biblioteca
Travessa 25 de Junho, 214, Guamá, Belém (PA)
Cortejo Visagento
Data: sábado (31/10) Concentração às 18h
Concentração: Cemitério Santa Izabel — avenida José Bonifácio, bairro do Guamá, Belém (PA)
Programação complementar: exposição de trabalhos e livros à venda, além do tradicional concurso de fantasias, na Praça Benedito Monteiro.
Mais informações: (91) 98032-9117 / (91) 98503-9738
Descrição em Áudio da Matéria
#memória
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