Márcia Lima

Cinema Indígena é tema no IV Festival Internacional do Filme Etnográfico


#Cinema


Imagem: divulgação.


Com participações de renome dentro do movimento em ascensão dos povos originários como Ailton Krenak, filósofo e escritor, Takumã Kuikuro, Vincent Carelli, Ailton Krenak, Jopramre Gavião Parkatejê, Renato Athias e Marquinho Ka’apor, o IV Festival Internacional do Filme Etnográfico teve sua abertura nessa quinta-feira (20/10), no Cine Líbero Luxardo Centur (@cineliberoluxardo).



Esta é a quarta edição do Festival que traz como novidade um momento reservado só para discussão sobre o crescimento do cinema indigena. “ A gente viu a produção do cinema indigena crescer muito no Brasil, nos últimos 10, 15 anos e isso é uma coisa maravilhosa. Então a gente decidiu criar um prêmio específico para curtas, médias e longas metragens para cineastas indígenas”, esclarece Alessandro Campos, um dos Coordenadores do festival.



O IV Festival Internacional do Filme Etnográfico é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual - Visagem, do programa de pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará e era realizado a cada dois anos. Este ano, o Festival se torna Internacional e passa a ser anual. “A nossa preocupação não é premiar o cinema documental, mas trazer a público filmes que sendo realizados com outras técnicas possam mostrar o cotidiano dos povos de maneira antropológica. Ai entra o cinema indígena, que é feito pelos próprios protagonistas”, conta.






Para o convidado especial desta edição, o filósofo e escritor indígena Ailton Krenak, “Além de uma longa jornada de demarcação dos territórios indígenas, começou há 10, 15 anos uma jornada de demarcação da tela. Conjugando a demarcação da terra, que é uma histórica reivindicação dos povos originários, que parece que não tem fim, com essa expansão do imaginário e a instituição de outras narrativas para além daquela narrativa colonial sobre nós e sobre os nossos territórios e os nossos corpos”, explica o escritor.



Ele também chama a atenção para “que em apenas um década e meia o cinema indigena tenha alcançado essa expressão que nos coloca no mundo das artes visuais com documentários, ficção, filmes de animação, mas principalmente com o registro de imagem identitário, quando alguém vê um filme com idealizadores indígenas, uma marca identitária está ali escrita no olhar indigena”, comemora Ailton Krenak.



Serviço: O IV Festival Internacional do Filme Etnográfico. As mostras de filme estão divididas entre o Cine Líbero Luxardo, no Centur e a Casa das Artes, em Nazaré. A programação vai até o dia 26 de outubro. Confira a programação pelo site www.festivaldopara.com.br ou pelo Instagram @festivaletnograficodopara.


Texto: Márcia Lima (Assessoria de Imprensa)
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