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16 de dez. de 2022

Roberta Brandão

“Crias que tocam” ensina flauta doce para crianças e jovens da comunidade Pantanal


#Apresentação

Imagem: divulgação.


Foi o número reduzido de flautistas no carimbó que despertou a ideia na produtora e carimbozeira, Neire Rocha, de realizar um projeto que ensinasse o ofício do sopro para crianças e adolescentes da comunidade de Pantanal, localizada no bairro da Pedreira, na capital paraense. Contemplado pelo Edital Prêmio de incentivo à Arte e Cultura da Fundação Cultural do Pará (FCP) “ Crias que tocam” atendeu 18 crianças, durante dois meses de aula de musicalização e iniciação à flauta doce. No próximo domingo (18), às 19h, na Passagem Álvaro Adolfo, em frente a sede do grupo de carimbó Sancari , e na terça-feira (20), às 18h, na ocupação do Pantanal, os alunos do professor e flautista, Alessandro Alves, vão fazer a primeira temporada de apresentações.



Os alunos do projeto cultural vão apresentar duas canções que aprenderam nesse processo de dois meses. Nas aulas foram apresentados conteúdos básicos e avançados e cada aluno recebeu uma flauta doce. A oficina contemplou teoria e prática. Segundo o professor e flautista há 20 anos, Alessandro Alves, a aprendizagem foi um percurso divertido e criativo e surpreendente, pois a maioria das crianças nunca tinham tido contado com música. “As crianças se divertiram muito com essa primeira iniciativa, pois dentre as 18 crianças que participaram do projeto apenas uma já tinha tido uma vivência com a música. Então, a satisfação é tamanha, pois pôde-se ver um resultado muito bom em pouco tempo”, declara orgulhoso, o docente.






“Eu acredito que a música oferece imensos benefícios para a formação social e psicológica de uma criança. Assim como é um direito que as crianças têm por lei”, afirma a produtora cultural e uma das idealizadoras do projeto Crias que Tocam, Neire Rocha. Além disso, salvaguardar o carimbó executado com a flauta foi uma das preocupações da proponente do projeto, “É importante formar novos flautistas que saibam a técnica do Carimbó para dar continuidade a essa expressão musical”, finaliza Neire .



O pai da menina Maria Rita, de 9 anos, moradores da Passagem Álvaro Adolfo, só tem elogios ao projeto. Maria que já estava de férias, precisava de uma atividade para ocupar o tempo ocioso e a oportunidade encontrada no Crias Que Tocam foi importante como conta o responsável, Elchides Nunes. “Ela está adorando. É muito importante o projeto porque é uma inserção no meio social, é importante aprender a tocar um objeto cultural da nossa região, de conhecer a nossa cultura que é o carimbó, é estar envolvida num projeto que vai dar conhecimento. Agora nas férias ter uma atividade, que às vezes as pessoas não têm recurso é algo maravilhoso!”, comemora o pai.



Serviço: Recital resultado Projeto Crias Que Tocam (Instagram @criasqtocam) Domingo (18/12), às 19h, na Passagem Álvaro Adolfo, em frente a sede do grupo de carimbó Sancari. Terça-feira (20/12), às 18h, Passagem Álvaro Adolfo mais próximo da Pedro Miranda




Texto: Roberta Brandão (Assessoria de Imprensa)

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