Fernando Assunção

‘Vinguei’ de MC Íra discute o empoderamento da mulher negra no meio artístico


#Diversidade

Imagem: Lis Guedes / Divulgação.


Um ano após o lançamento do EP de estreia “Opala”, MC Íra (@mcira_) está de volta denunciando os efeitos do racismo na autoestima da mulher preta e reforçando a importância do empoderamento da artista amazônica. Em “Vinguei”, a artista mostra a influência do candomblé na letra e o trap na sonoridade. Com videoclipe gravado em Curitiba (PR), o lançamento ocorreu no começo de Setembro e é o segundo da série de singles inéditos lançados pela parceria entre a Psica Produções (@psicaproducoes) e a Warner Music Brasil (@warnermusicbr).



“É uma música essencialmente sobre aquilo que vivo. Canto sobre o empoderamento de nós, mulheres negras, sobre amar outra mulher negra dentro desse meio artístico, onde somos ainda mais questionadas e vítimas de uma estrutura racista. Mas temos sonhos e conquistas mesmo em meio a tudo isso. Não podemos deixar de celebrar nossas vitórias e ajudar aquelas que estão chegando lá”, conta a MC.






Com um trabalho marcado por vivências que passam pela denúncia do extermínio da juventude negra e críticas ao racismo e à realidade do povo brasileiro, a rapper paraense condomblecista ainda fala sobre religião na nova música. “Falo de Ogum, um orixá conhecido por ser guerreiro. Os filhos dele não são diferentes. É uma energia que, sem dúvida, nos inspira na nossa luta diária, para se vingar’ da estrutura racista, vencendo na vida. Por isso a importância de levantar o nome dessa divindade na música”, explica.






A sonoridade ainda traz trap com uma pegada de funk, já considerada a marca da artista. “Sempre gostei muito de funk... De rap então, nem se fala. Gosto quando os dois se misturam e não falando necessariamente de um trapfunk, mas sim de alguns elementos do funk no trap, e o produtor Navibeatz faz isso como ninguém. Muitas das minhas faixas são nesse estilo, que intitulam até de ‘trap de cria’, com referências no Rio de Janeiro”.


Sobre a artista

Maíra Mendes Rocha Gomes, ou simplesmente Íra, tem 22 anos de idade e iniciou na música em 2019 como produtora de música e poesia para outros rappers, além de além de desenvolver trabalhos fotográficos de videomaker e colagem. Ela produziu o Battle Girl Power, batalha que fomentou a cena do rap feminino em Belém. Foi em abril de 2020, que assumiu a própria carreira de MC e compositora, lançando o primeiro single “Flow Vira-Lata”. Em abril de 2021, a artista lança o EP “Opala”, com cinco faixas autorais.



Texto: Fernando Assunção (Assessoria de Comunicação)
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