Radialista Edgar Augusto lança livro de crônicas

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Imagem: divulgação.

Acompanhamos há décadas, a Feira do Som, em formato radiofônico, na Rádio Cultura do Pará, e impressa, como coluna, nas páginas do Diário do Pará. E foi também no jornal que há seis anos ele começou a compartilhar suas crônicas, que são publicadas semanalmente, para alegria de seus milhares de admiradores, entre os quais me incluo. 80 delas agora chegam também no livro “Leque de Estrelas’. O lançamento ocorreu no último sábado (14/08) na Livraria da Fox, com a presença do autor, que recebeu os leitores para autógrafos.




Paraense, 67 anos, escritor, Edgar Augusto começou a escrever aos 16 anos. Já lançou livros de poesia, teatro, crônicas, contos e romances, estes últimos, lançados nacionalmente pela Editora Boitempo e na França, pela Editions Asphalte. A nova obra, saiu pelo selo da editora AMO!




“São crônicas minhas, bem pessoais sobre minha Belém da infância, juventude e velhice. Há seis anos que as público as quintas no Diário do Pará. Escolhi as que mais me tocaram”, diz Edgar Augusto Proença. “Sobraram muitas crônicas que guardei para uma próxima publicação. Eu continuo escrevendo toda quinta. Tenho a vida do diário comigo. Escrevo a coluna desde a primeira edição do jornal. Com a morte do Carlos Queiroz sou o colunista mais antigo do jornal. Venho dos tempos de chumbo na Batista Campos”, diz Edgar.






Jornalista e radialista, ele vem de uma família tradicional na imprensa e do rádio paraense, principalmente. Seu avô Edgard Proença, fundou a PRC-5, que foi a primeira rádio do Pará. Já o pai, Edyr Proença, até hoje foi o mais importante locutor esportivo do estado. E ainda tem os irmãos, Janjo e Edyr Augusto, que já foram donos da rádio Jovem Pan. Histórias, portanto, ele tem muitas e vão continuar sendo contadas.




No livro, há relatos sobre as festas do Automóvel Clube de Belém, homenagens a Nelson Gonçalves, Carlos Lyra, Sebastião Tapajós e como não podia deixar de ser, para os Beatles também. Edgar é um beatlemaníaco inveterado, como todos sabem e ele faz questão de deixar claro em seu programa a Feira do Som, que tem um quadro chamado o cantinho dos Beatle.



Imagem: Sério Malcher / Divulgação.


Acompanho as crônicas no jornal e estou louca para ler a seleção que ele fez, instigado pelos jornalistas Gerson Nogeuria e Esperança Bessa. “Um dia eles me chamaram para conversar e sugeriram que as publicasse em um livro”, diz Edgar que fez questão de contar essa história na apresentação de seu livro. Ler Edgar é como ouvi-lo. A “Feira do Som” é também como uma crônica diária da música paraense. É um dos programas de rádio mais antigos do Pará, veiculado na Rádio Cultura FM. São quase 50 anos no ar. E no Diário, ele a publica há quase 40.




Edgar teve problemas com a saúde e nos preocupou, mas ele mesmo nos tranquiliza e diz que ainda vai ter saúde para continuar contando suas histórias. “Estou recuperado depois de infarto, oito stents, covid e avcs. O grande lá em cima ainda não me quis. Por isto retomo a vida com a vibração que ela ainda me permite. Inclusive na rádio para onde gravo os programas de casa. A pandemia me fez refletir que não somos eternos e que temos, sobretudo, de amar e proteger os amigos. Que no meu caso são muitos e que me apoiaram quando precisei. A gente sempre precisa. Jamais poderemos ser felizes sozinhos”, diz ele com o costumeiro bom humor.






Serviço: Livro “Leque de Estrelas”, de Edgar Augusto Proença. Disponível na Livraria da

Fox – Dr. Moraes, entre Conselheiro e Mundurucus.



Texto: Luciana Medeiros (Holofote Virtual)



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