Museu do Círio aproxima o público com a maior festa dos paraenses

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Museu do Círio - Imagem: Ricardo Amanajás / Agência Pará.


Com o cancelamento das romarias oficiais da quadra nazarena, a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) está reforçando as atividades em espaços ligados ao Círio de Nazaré. Um deles é o Museu do Círio que possui um vasto acervo de objeto e ícones, que representam a fé e tradição da Festa Nazarena. No museu tem a exposição permanente “Festa e Fé” continua aberta à visitação no Casario da Rua Padre Champagnat.




Criado em 1986 juntamente com a Romaria Fluvial, o Museu do Círio abriga cerca de duas mil peças em acervo relacionadas às promessas e à história do grande evento da cultura paraense, que ultrapassa a religiosidade. “A coleção do Museu do Círio tem coisas com os próprios ex-votos, as chamadas promessas. Pela variedade e função, que é agradecer a uma promessa concedida por Nossa Senhora de Nazaré, esses objetos apresentam uma diversidade gigantesca”, explica o diretor do espaço museu, Anselmo Paes.





A coleção inclui arte sacra do século XIX, artesanato de miriti e o acervo escultórico de ex-votos. No local também estão preservados os mantos usados pelas imagens de Nossa Senhora de Nazaré que passaram a ser guardados desde a década de 1980. Todos os anos o acervo é renovado após a grande romaria do Círio de Nazaré, no segundo domingo de outubro.




Simbologia - Somente o inventário de brinquedos de miriti tem ao menos 616 objetos. Já o de ex-votos agrega no mínimo 500 peças depositadas. A variedade é ampla e inclui objetos inusitados em dez coleções. “Temos bicicletas, pneus, lajotas, tijolos, cada um remetendo a um universo subjetivo, íntimo de relação com o sagrado. Temos um acervo relacionado ao material técnico que o artesão usa ao executar o trabalho em miriti e um acervo de material sacro relacionado à ritualística católica, incensários, castiçais, vestimentas”, detalha Anselmo.




A exposição permanente “Festa e Fé” está montada desde 2010, quando começou a mobilização para registrar o Círio como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Dividida em dois salões, a mostra traz elementos sobre o sagrado e o profano.





Entre as peças estão geladeira, vestido de noiva, barco, sapatinhos de bebê e roupas de anjos. Há também uma procissão em miniatura esculpida em massa epóxi de, no máximo, quatro milímetros, que só pode ser visualizada com uso de lupa. “Temos como curiosidade um dos cartazes mais antigos enquanto documentação disponível, de 1878, e temos vários mantos originais desde as décadas de 70 e 80, além do manto do Círio 200, que está em exposição”, continua o diretor.




Já os elementos festivos estão presentes na gastronomia, nos brinquedos, nas fitinhas coloridas e até num cavalo de carrossel representando o tradicional parque de diversões. Manifestações como O Auto do Círio, o Arrastão do Pavulagem e a Festa da Chiquita também estão representadas.



Retomada - Desde julho deste ano, os equipamentos do Sistema Integrado de Museus da Secult recebem visitantes com protocolos sanitários. No Museu do Círio são permitidas sete pessoas por vez e é obrigatório o uso de máscaras e álcool para higienização de mãos. O funcionamento é de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e das 9h às 13h, nos fins de semana e feriados. Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 4, com meia-entrada para estudantes. Criança de até sete anos, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e acompanhantes não pagam. Às terças a entrada é gratuita. Museu do Círio - Rua Padre Champagnat - Cidade Velha, Belém - PA.



Texto e fonte: Dayane Baía (SECOM) / AGÊNCIA PARÁ

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