Webdocumentário discute exclusão digital e emergência climática na Amazônia

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Com o objetivo de evidenciar e fortalecer as lutas e resistências de jovens lideranças do território amazônico, o webdocumentário "A Maré tá para as Juventudes? As Multivozes da Exclusão nas Amazônias" traz um alerta sobre as consequências da exclusão digital e emergência climática para a sociedade e faz um chamado para a necessidade de cocriar novas realidades possíveis para a Amazônia protagonizadas pela juventude.




A partir de uma narrativa poético-científica, a produção audiovisual conta com entrevistas com três jovens lideranças de diferentes partes do território amazônico: Elaine Teles, Tel Guajajara e Samilly Valadares. Além da performance da Sarita Themonia, pela atriz Gabriela Luz, que permeia e conduz a narrativa das entrevistas. Juntos, eles contaram suas histórias e perspectivas sobre os seus territórios e as demarcações que realizam a partir da luta, conforme ressalta Tel Guajajara, “Mais do que nunca o debate da exclusão digital na Amazônia é um espaço muito importante para que a gente possa explanar sobre as dificuldades e as possibilidades da gente criar um mundo novo a partir da comunicação e do acesso à informação”.




Para Tel (Indígena do Povo Guajajara/Tenetehara, estudante de Direito e Diretor da União Nacional dos Estudantes), o debate proposto no webdocumentário traz críticas assistivas sobre qual é o papel da sociedade na construção de alternativas para os povos originários e periféricos da Amazônia se sinta incluído e ao mesmo tempo salvaguardando as suas culturas e ancestralidades. “Não é porque eu possuo um celular que eu sou menos indígena por conta dessa prática que é tão importante hoje pra gente narrar sobre as nossas próprias vidas, sobre o nosso território e sobre os nossos próprios corpos também”, complementa.




O Pará possui o município que mais emite Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil, São Félix do Xingu, de acordo com o relatório do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) divulgado em março de 2021. Com as previsões de aumento do nível do mar, da temperatura na região, e uma maior quantidade de chuva, as populações do estado encontram-se em uma situação de vulnerabilidade, principalmente as pessoas que moram nas periferias das cidades. O cenário de ruas e casas alagadas já fazem parte do imaginário nortista, especialmente no inverno.




Unindo-se a este cenário urgente, apesar do Brasil ser o 4o maior país em nativos digitais, segundo a União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas, com média de 89% da população entre 9 e 17 anos sendo usuária de internet no país, quando se aproxima mais a lupa para o recorte da região norte, percebe-se que, segundo a pesquisa Tic Domicílios 2019, somente 74% da população nortista tem acesso à internet. Cruzando esse percentual com os dados de densidade demográfica fornecidos pelo Censo IBGE 2019, sobre a região Norte, conclui-se que há mais de 4 milhões e meio de nortistas à margem do exercício pleno de sua cidadania, à margem do pleno acesso a benefícios como o auxílio emergencial, por meio do uso de governo eletrônico, por exemplo. Em meio a pandemia provocada pela Covid-19, que aprofundou ainda mais as desigualdades e precariedades da sociedade no mundo, na região amazônica se torna ainda pior.




“A gente não pode mais ignorar a problemática da exclusão digital, porque quanto mais amazônidas estão excluídos digitalmente, isso significa que, consequentemente, nós temos mais amazônidas a margem do debate climático, sendo que nós somos uma das populações mais vulneráveis no que tange isso, ou seja, é uma questão de justiça climática inserir os amazônidas no contexto digital para que cada vez mais a gente possa ter acesso a informação de qualidade. Então, a partir do investimento em inclusão digital nós podemos traçar diversos impactos positivos que vão desde o fortalecimento econômico, social ao ambiental do território amazônico” afirma Karla Giovanna Braga, coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável (COJOVEM) e diretora e roteirista do webdocumentário:




A Maré tá para as Juventudes? As Multivozes da Exclusão nas Amazônias é uma iniciativa da Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável (COJOVEM): Que é uma organização da sociedade civil formada por Embaixadores da Juventude da UNODC/ONU que acredita na cooperação multissetorial como a chave para a promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 na região amazônica. Assim, a COJOVEM trabalha construindo redes de cooperação para tirar do papel ações, programas e projetos que contribuam para esses objetivos.



SERVIÇO: Webdocumentário A Maré tá para as Juventudes? As Multivozes da Exclusão nas Amazônias Disponível no Canal do youtube da COJOVEM (Siga os perfis do Instagram: @cojovem.br e @maretaprasjuventudes).



Texto: Matheus Botelho - (91)983773678 (Assessoria de Imprensa)

Fonte: Na Cuia - Produtora Cultural (Site e Instagram)



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