Programação aborda a cultura da malandragem na Cidade Velha

#Música

Imagem: divulgação.

Um gira na rua: assim se tornou conhecido o "Samba de Zé", programação cultural frequentada por admiradores do malandro "Zé Pelintra", entidade cultuada na Umbanda carioca, mas que coleciona devotos em todo o Brasil. A próxima edição da tradicional roda de samba vai acontecer neste sábado, 02 de julho, na Travessa Gurupá, em frente ao Porto do Sal, na Cidade Velha. A última roda, no Carnaval, reuniu centenas de admiradores do samba e da cultura da malandragem.




Como anfitrião da programação, o grupo Roda de Fifi (@rodadefifi) se apresenta com sua já conhecida caracterização de malandros, com blusas listradas, chapéu de malandro e a própria ‘encarnação’ de uma malandra pela vocalista Carolly. A roda também vai contar com músicos já tradicionais do evento, como Geraldo Nogueira (@geraldonogueirapa), Tisci Santos (ticisantos_aqui), Samir Filho (@_samirfilho) e Iara Mê (@iara_me), dentre outros. Na discotecagem, a DJ Jack Sainha (@jacksainha_dj) toca ritmos brasileiros que homenageiam as tradições de terreiro.




"Na cultura da malandragem, a alegria é cultuada como principal arma contra o mal, e os malandros nos ensinam que a sabedoria está em saber lidar com os problemas com perspicácia e confiança. A astúcia e jogo de cintura dos malandros são interpretados por leigos com mau-caratismo, mas, na verdade eles ensinam sobre como devemos aprimorar nossa inteligência emocional", afirma Jeise Lima, devota e uma das realizadoras do Samba de Zé.





Sagrada Malandragem - Onde está tua fé? A pergunta move os criadores e criadoras do espetáculo Sagrada Malandragem, junto aos alunos dos cursos técnicos de Teatro, Cenografia, Figurino Cênico e Especialização em Dramaturgia, da Escola de Teatro e Dança da UFPA. O processo de criação foi colaborativo e disparado pelos temas da cura e espiritualidade, motivados pelos atravessamentos pandêmicos que não somente suspenderam os encontros presenciais por dois anos na ETDUFPA, como também alteraram as rotas de vida. As difíceis movências da vida são também acompanhadas

de tentativas de explicação, enfrentamento, adaptação, que permeiam o visível, como também o invisível, o divino, o sagrado.




A parceria com o Canto de Zé trouxe para o processo a figura de Zé Pelintra, entidade de religiões de matriz africana, assim como a malandragem sagrada e os tipos sociais encontrados no bar e na rua em geral, inspirações para a criação de personagens e seus enlaces. No início do século XX, a malandragem de Zé Pelintra convoca modos de viver insurgentes dos pretos contra o capitalismo, o racismo, a exploração da mão de obra, a discriminação do samba e os processos de suposta modernização do país. A malandragem é, assim, acionada no espetáculo não como amoralidade, mas como ato de resistência.





SERVIÇO:

Samba de Zé

Data/Hora: 02/07, sábado | a partir de 15h

Local: Travessa Gurupá, no 18, entre Dr Assis e Rua São Boaventura

Informações: (91) 98891-6074 | @sambadeze


Sagrada Malandragem

Data: estréia dia 30/06, quinta-feira. Em cartaz: 1, 2, 3, 7, 8 e 9 de julho

Hora: 19h

Local: Canto de Zé. Tv. Breves, 139, c/ Óbidos

Informações: (91) 98114-2924 | @sagradamalandragem


Texto: Jaqueline Ferreira (Assessoria de Imprensa)


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