Nova campanha de financiamento coletivo - Jaques e Dalcídio

Atualizado: Mar 30

#Campanha


Ribanceira e Panela de Barro Imagem: divulgação.

No último sábado, 29, a meia-noite, foi iniciada mais uma campanha de financiamento coletivo organizada pela Pará.grafo Editora, dessa vez para a reedição dos livros Ribanceira, de Dalcídio Jurandir, e Panela de Barro, de Jaques Flores. Para ajudar acesse https://www.catarse.me/jaquesedalcidio e contribua.




Desde 2017 a Pará.grafo Editora, de Bragança, vem realizando campanhas de financiamento coletivo pela internet para arrecadar fundos a fim de reeditar as obras do romancista marajoara Dalcídio Jurandir, que tinha a maioria de seus livros esgotados há várias décadas. De lá para cá a editora realizou três campanhas e conseguiu reeditar cinco livros dos 11 que o autor escreveu, são eles (em ordem de lançamento): Ponte do Galo [2017], Três Casas e um Rio e Os Habitantes [2018], e Chove nos Campos de Cachoeira e Chão dos Lobos [2019].



Com o sucesso do projeto até aqui, a editora inicia agora nova edição de Ribanceira, último livro do escritor e que teve uma única edição, de 1978. A iniciativa é dos editores Dênis Girotto de Brito e André Fellipe Fernandes, e agora vai se estender a outro autor paraense: Jaques Flores.




As edições têm sido elogiadas pelo apurado acabamento gráfico, ilustrações e fotografias de capa de novos artistas da cena local, e versão em e-book, que tem o intuito de deixar os títulos sempre disponíveis ainda que as versões físicas sejam descontinuadas.


Dalcídio Jurandir - Imagem: divulgação.

Dalcídio Jurandir (1909-1979) nasceu em Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, e faleceu no Rio de Janeiro. Escreveu onze romances, dos quais dez formam o chamado Ciclo do Extremo-Norte. Recebeu com eles o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972. Teve edições em Portugal e na Rússia. Colaborou como jornalista e cronista em diversos jornais e revistas regionais e nacionais. É considerado por muitos o maior romancista da Amazônia e um dos principais autores brasileiros do século XX.



Jaques Flores (pseudônimo de Luis Teixeira Gomes) foi um dos maiores escritores da Literatura Paraense no século XX. Jornalista engajado e notório contador das coisas de seu tempo e de sua gente, Jaques escreveu para jornais e revistas de Belém entre as décadas de 30 e 50, sempre utilizando do seu aprimorado senso de humor e ironia em suas crônicas e poemas, em especial quando tratava de algum escândalo da época. Publicou cinco livros, cujas edições foram rapidamente esgotadas: Berimbau e Gaita: versos e verdades (Poesia, 1925), Cuia Pitinga (Poesia, 1936), Vespasiano Ramos em sua obra (Ensaio, 1942), Panela de Barro (Crônicas, 1947) e Severa Romana (1955).



Sobre Os livros:


Ribanceira (Romance) - Imagem: divulgação.

Ribanceira - Publicado em 1978 pela Editora Record, é o décimo (e último) livro do Ciclo do Extremo-Norte (série de romances de Dalcídio iniciada com o premiado Chove nos Campos de Cachoeira) e nunca foi reeditado. Nesse romance, Dalcídio Jurandir nos apresenta como ambiente a cidade de Gurupá, decadente após o fim do período de ouro da borracha na Amazônia, uma cidade morta em que os sobreviventes são de uma poderosa, grotesca e trágica autenticidade.


Panela de Barro (Crônicas) - Imagem: divulgação.

Panela de Barro - Publicada a primeira edição em 1947 pela editora carioca Andersen Editores, é o quarto livro de Jaques Flores. Nele, Jaques apresentou aos leitores 34 crônicas que marcaram a literatura paraense. Seus textos, carregados de humor e ironia, traçam um retrato da sociedade paraense das primeiras décadas do século XX, seus costumes, cultura, culinária, geografia e política. Abguar Bastos, no prefácio da primeira edição, disse que Jaques escreveu sobre “essas maneiras de viver, de trabalhar, de produzir, de manter o pitoresco numa sociedade entre civilizada e primitiva”.



Texto: Comunicação

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