Nesta quinta, 25, estreia a segunda temporada de “Um Último Tango Para IsabelTejada”.



Baseada em fatos reais, a peça é sobre o drama amoroso de uma cafetina que acabou assassinada pelo amante na década de 40 em Belém. Mas o crime é apenas um ponto de partida da trama escrita pelo jornalista e dramaturgo Carlos Correia, que retorna aos palcos com a direção de Geraldo Salles. O espetáculo que ainda envolve vingança é permeado de números musicais. O espetáculo será apresentado de 25 a 28 de abril as 20h30 no Waldemar Henrique.



São 18 atores em cena. Entre eles, está o ator Paulo César Jr, 23 anos, que vive uma travesti, que já enfrentava o preconceito diário na época. “"Ela traz consigo uma força potente de resistência em meio as operações e desrespeitos que vivencia no bordel em que trabalha. Mesmo sendo desrespeitada e exposta a todo momento, também usa sua voz para expor as hipocrisias de seus amados clientes e da sociedade da época", conta Paulo.



Além de retratar personagens reais, a obra apresenta elementos ficcionais como a presença de um anjo vingador e um acerto de contas entre a vítima e a namorada do assassino. “A gente apresenta um espetáculo Nelson Rodriguiano, um espetáculo que seja forte, que sacuda um pouco a cidade”, revela Geraldo Salles, diretor geral do espetáculo.






Mas Geraldo ressalta que a peça escancara, sobretudo, é a hipocrisia social. Ele faz questão de não perder de vista o papel social do teatro, ainda que parta de um tema regional, o que tem sido uma característica marcante do Grupo Experiência, que existe há quase 50 anos. E essa ainda é sua principal motivação para dirigir projetos novos. “Respiro teatro. Sempre respirei. É talento. Vocação”, afirma.



A coreógrafa do espetáculo, Edilene Rosa,fez também é parte do elenco. "Usei como referência as vivências, experiências e estudos acerca da prática do tango e suas nuances principalmente do que se trabalha na Argentina", conta sobre o trabalho atual. Já o ator Marcelo Nunes, que interpreta o delegado Moura, explica que seu personagem é um peça fundamental que transita entre a justiça e a impunidade. lado será que ele está? "Estudei o papel tentando verificar o nível de aproximação dos meus valores pessoais e as diferenças que o personagem propõe para tentar compreendê-lo", revelou


Crime da Praça da República - Em meados dos anos 40, uma cafetina peruana foi morta em um bordel do Reduto pelo próprio amante. A sociedade paraense acompanhou o caso com grande expectativa. Quando a polícia finalmente desvendou o crime, veio a grande surpresa: o amante havia matado a cortesã para lhe roubar as joias e levantar dinheiro para fugir com sua noiva, uma então moça de família acima de qualquer suspeita. Os dois acabaram presos.



Serviço: Data: 25 a 28 de abril (a partir das 20h30) Local: Teatro Waldemar Henrique (Praça da República) Ingressos R$ 20 (antecipado na Livraria Fox) e R$ 40 (Bilheteria do Teatro) Texto: Vanessa Vieira (Assessoria de Imprensa) – 99609-5842 Fotos: Fábio Pina

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