Nanan Falcão apresenta "As histórias que meu guarda roupa guarda"

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Imagem: divulgação.

A evolução da roupa e suas funções na trajetória da humanidade, a importância da mão de obra feminina nessa indústria, economia e ditadura da moda são temas explorados com provocação, leveza e humor, no espetáculo “As histórias que meu guarda roupa guarda”, da atriz e figurinista Nanan Falcão. O projeto, selecionado pelo edital de Teatro da Lei Aldir Blanc Pará, estreia no dia 08 e terá mais uma apresentação no dia 17 de junho, sempre ao vivo, às 19h, pelo Instagram, no canal @guardo.historias.e.roupas.




Nanan Falcão traz para a cena um espetáculo divertido e curioso que versa sobre a roupa, mas que também fala sobre oafeto e as memórias que são deixadas como herança, muitas vezes, dentro de um simples guarda roupa. “Sempre que alguém da família se vai, faz a passagem, fica esse guarda roupa cheio de objetos de roupas que se tem que pensar quem é que vai guardar, quem é que quer aquele objeto que fica, quem vai guardar com amor, pra quem é que faz mais sentido dar as coisas?”, diz Nanan Falcão.




Para construir a dramaturgia, a atriz mergulhou em duas obras, “A Psicologia Da Roupa”, de J.C. Fluguel, e “A História Mundial Da Roupa”, do SENAC. O primeiro, escrito em 1930, faz um apanhado de vários estudos sobre a psicologia da indumentária e o desenvolvimento da produção da roupa, e de como esta acompanha a humanidade como forma de comunicação, antes mesmo que o homem aprendesse a se comunicar verbalmente. Já o segundo, é uma enciclopédia de roupa de povos originários de todos os continentes.




Nanan reúne neste trabalho seus três ofícios: a costura; a dramaturgia, pesquisa sobre a qual ela se debruça, hoje, em uma pós graduação; e a atuação no teatro, formando um tripé de sustentação ao espetáculo, que também a leva a outro mergulho, desta vez, em sua própria origem. “Esses ofícios são heranças ancestrais, porque minhas 'bisas' eram costureiras e bordadeiras; e minha mãe, minha ancestral direta, é figurinista e atriz, e eu sou figurinista e atriz por causa dela, herdei esses ofícios”, continua.




Integrante do coletivo Casarão do Boneco, desde 2015, foi como produtora criativa do espaço que ela estabeleceu conexões mais próximas e profissionais o diretor de arte, bonequeiro, cenógrafo, ator e professor Aníbal Pacha, que assina a direção de “As Histórias que meu guarda roupa guarda".



Para ele, o espetáculo, antes de mais nada, fala de memória afetiva. "A herança maior não são as roupas que ficam ou o próprio guarda roupa, mas as histórias que eles contam. O processo criativo foi desenvolvido de modo muito intuitivo pela Nanan, já que essa pesquisa em figurino faz parte da vida dela”, diz Aníbal, que acompanhou toda a construção do espetáculo, da escrita à visualidade.




Além de divertido, “As histórias que meu guarda roupa guarda” também tem um caráter educativo, trazendo informações e elementos interessantes tanto para quem aprecia e estuda teatro ou para quem simplesmente pensa na roupa como a composição de sua própria identidade, mas o espetáculo também chama atenção para algo muito importante para a atriz e figurinista, que é a valorização à poética da costura.



Serviço

“As histórias que meu guarda roupa guarda”. Apresentações nos dias 08 e 17 de

junho, ao vivo, às 19h, pelo Instagram, no canal @guardo.historias.e.roupas. Projeto

selecionado pelo edital de Teatro da Lei Aldir Blanc, Secult e Governo do Pará.


Texto: Luciana Medeiros (91) 98134-7719 (Holofote Virtual)

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