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Mostra "Paisagens Fluidas" de Renato Chalu segue aberta até final de junho

Palafitya no céu - Imagem: divulgação.

Há doze anos, o fotógrafo Renato Chalu (@renato_chalu) trabalha para gerar um universo com conceito bem definido: paisagens fluidas. “Esse momento marca o meu retorno às artes visuais, com um trabalho que venho experimentando desde a Universidade. Agora chegou a hora de expor a obra, buscando sempre que o diálogo e a troca de experiência gerem novas possibilidades de interpretação, sensações e sentimentos, enriquecendo todo esse processo”, diz Renato.




Grandes pensadores (Marx, Nietzsche, Zigmuth Bauman) já desenvolveram o conceito de fluidez, de um mundo fluido, de uma realidade fluida. Bauman afirmou o maior conceito de nossa era: “Amores líquidos”, modernidade líquida, nada feito para durar. Sobre duzentos anos de “fluidez” na arte (Edward Hopper, Francis Bacon), o curador de “Paisagens fluidas”, o artista plástico e professor Jorge Eiró, destaca a tela “Chuva, vapor e velocidade”, do inglês William Turner: “nela, uma locomotiva em alta velocidade “desmancha-se” em meio a um temporal”.




Renato Chalu retoma as lições de Turner para fazer da paisagem amazônica um território sensorial empregando a chuva como protagonista e, ao mesmo tempo, como o agente fluidor/fruidor a dissolver a imagem/pintura, como no tríptico “Antes e depois da tempestade”, afirma o curador Jorge Eiró (@jorgeeiro). Renato é fotojornalista, com vasta experiência na Amazônia; dessa experiência, segundo Jorge Eiró no texto da curadoria, “Renato explora desse repertório de imagens a pictorialidade”, ou seja, o lado “pintura” da paisagem amazônica.





A experiência de “Paisagens fluidas” começou em 2010, na Unama, disciplina “Ateliê da pintura”, do curso de ARTES VISUAIS: Jorge Eiró era professor de Renato e estimulou seu potencial “pictórico”. Renato experimentou tinta acrílica sobre as fotografias, tendo a tela como suporte, “resultando numa pintura sobre a imagem que em seguida é novamente fotografada para ser mais uma vez impressa e, finalmente, receber mais uma demão de tinta”, informa Jorge Eiró. “Nesse procedimento motocontínuo de interações, a obra converte-se em um híbrido no qual as fronteiras se tornam fluidas e se dissolvem as distinções de técnica/linguagem entre fotografia e pintura”.




Renato foi além dos próprios caminhos, teóricos e práticos. Aperfeiçoou a técnica; com alternâncias de foto e pintura, criou o que chama de “dialética visual”; não apenas captou potencialidades pictóricas, ele mirou uma Amazônia pessoal (a Amazônia é um mundo líquido”); não apenas a noite, mas o sentimento da noite; a sensação da chuva; a sensação de se contemplar uma “obra de arte natural”, pintura da própria paisagem; uma introspecção que surge não da pintura, mas do amálgama fotografia, pintura, Amazônia.





Serviço: "Paisagens Fluídas", de Renato Chalu. A exposição ficará aberta até 30 de junho, na Galeria Cultural do Banco da Amazônia (@bancoamazonia) - Av. Presidente Vargas, esquina da R. Carlos Gomes.



Texto e Fonte: Luciana Medeiros (Holofote Virtual @holofote_virtual)


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