Melissandra apresenta o techno pop travesti da Amazônia em novo álbum

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Imagem: Bruna Soares / Divulgação.

Dois anos após o lançamento de seu álbum de estreia, a artista marabaense Melissandra está de volta com um novo disco e um videoclipe. Em “Manchete”, lançado no começo deste mês (1º de abril) a cantora apresenta sonoridade marcada pela influência pop nacional, internacional e travesti. A atmosfera dançante e descontraída do álbum já pode ser conferida no single homônimo e “Don’t lose yourself”, canções já lançadas do álbum.




Melissandra conta que “Manchete” fala sobre ocupar os espaços com autonomia e essência. Ativista do movimento travesti, ela destaca a importância de ir além dos estereótipos socialmente relegados a pessoas trans e travestis. “Falo sobre outros caminhos possíveis e reais para nós, TransLGBQI+, como prosperidade, riqueza, luxo e fama. Canto sobre novas possibilidades de vida para nós, transvestigeneres, que não seja somente a marginalidade”, diz.





“Manchete” traz um diferencial em relação ao álbum de estreia de Melissandra, intitulado “Matinta”, de 2020. Enquanto o primeiro traz uma sonoridade mais densa e pessoal, o segundo tem atmosfera descontraída, leve e dançante. “’Matinta’ foi lançado em meio a incertezas de uma pandemia, onde todo mundo se voltou para si. Mas, em ‘Manchete’, quero ir além das questões de dor e sofrimento da população trans e travesti. Nós também queremos nos divertir”, pontua.




E as novidades não param por aí. O disco é precedido pelo videoclipe de “Don’t lose youserf”, single já disponível nas plataformas de música. O trabalho audiovisual é ligado ao curta metragem do álbum, que está em produção, com previsão de estreia ainda para o primeiro semestre de 2022. O “Estrela da 28” traz uma história de ascensão de uma diva do pop do interior amazônico para o estrelato e a fama, filmado em Marabá.




O segundo trabalho de Melissandra traz instrumentos como percussão, baixo, guitarra, além de batistas pop eletrônicas, e foi gravado no SubSound Estúdios, em Marabá, com produção de Mário Raikage. O disco contém 16 faixas e conta com seis participações especiais, sendo quatro artistas locais: Raikage, TGuy, Ravenata e Banda LUI, e dois artistas nacionais: Anarkotran (Goiânia-GO) e MC Xuxu (Juiz de Fora-MG) - esta última, pioneira na música nacional travesti, que ficou famosa com a música “Um beijo”. “É um álbum para você ligar no máximo para faxinar a casa, levantar a auto-estima ou curtir nas pistas de dança das boates”, instiga.





Sobre a artista

Melissandra é atriz, cantora, compositora e performer. Nasceu em Marabá, no sudeste do Pará, onde inicia a carreira musical no ano de 2017, a partir da experiência no teatro de rua. Em 2019, lança seu single de estreia, “Armário” e se apresenta ao lado de artista conhecidos da noite marabaense, como AQNO e Lariza. Ainda em 2019, Melissandra abre o show do cantor paraense de renome nacional, Jaloo, em Marabá.




Com sonoridade marcada pela influência de artistas pop nacionais e internacionais e travestis, Melissandra destaca o teor político de sua obra, ao defender a representatividade trans no cenário musical. “Meu propósito na música é deixar um legado como uma diva pop amazônica e travesti, trazendo alegria e reflexões através da minha música. Acredito e luto pelo protagonismo de travestis nortistas no cenário musical tanto regional quanto nacional”, conta.





Serviço: Saiba mais sobre Melissandra e seu trabalho pelo Spotify, YouTube e siga a

artista em seu Instagram: @melissandraa.



Texto: Fernando Assunção (Assessoria de imprensa)



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