Liège celebra a ancestralidade em seu primeiro álbum, “Ecdise”

Atualizado: Jun 16

#Liège

#AlbumEcdise


Imagem: Vitória Leona / Divulgação.

Liège não canta só, suas vozes vêm de longe. Em Ecdise, seu primeiro álbum de carreira,

realizado via edital Natura Musical 2019, estes ecos se manifestam em diferentes canções, por meio de letras que perpassam temas como a ancestralidade, o autoconhecimento, a paixão, o desapego e a emancipação pessoal, entre outros. Disponível nas principais plataformas digitais desde o começo do mês (03 de junho) para ouvir basta acessar AQUI.




“A ecdise é um termo científico sobre a troca de pele de alguns animais. E no disco ela é representada por uma cobra, que troca a pele por completo para poder crescer”, explica a cantora. “De certo modo foi o que eu vivi pessoalmente na minha própria transição, partindo de meus trabalhos anteriores e chegando agora neste projeto inédito”, completa.





Foi no processo de produção que Liège reafirmou suas influências e mergulhou em sua musicalidade. Estão presentes neste trabalho, as tardes na rádio-poste em que sua mãe trabalhava em Mosqueiro, distrito de Belém à beira do rio, as mandingas a que as mulheres do Norte são apegadas e por elas protegidas, as noites nos barzinhos, os primeiros passos na música autoral, mas também a mulher que atravessou os Estados Unidos cantando e tocando sozinha pela primeira vez. A menina, a mulher, a artista e a fã estão neste trabalho de maneira original, renovada. A voz potente e cada vez mais decidida canta a ancestralidade e a emancipação pessoal, embalada por uma sonoridade pop que é atravessada por elementos da MPB, do R&B, ritmos afro amazônicos e da World Music.




“Pesquisamos diversas referências: africanas, brasileiras, e tudo isso dentro da minha regionalidade, preservando meu sotaque e minhas questões amazônicas. Trouxemos esses atravessamentos todos para uma zona contemporânea, incluindo um pouco de r&b, pop, buscando a world music. Acho que isso ficou muito legal no álbum”, explica a artista.





“O Ecdise é, pra mim, mais um grande disco em que trabalhei, é um disco Pop/World Music de características e abordagens únicas! É o reencontro de uma artista consigo mesma e com as suas origens, sem deixar de protestar, de falar de dor e com certeza também de amor”, avalia DJ Duh, produtor do disco.


Imagem: Vitória Leona / Divulgação.


Apesar de ser o primeiro disco solo de Liège, o álbum apresenta uma cantora madura, que traz um trabalho construído a partir de uma história que vem sendo escrita há 16 anos, com shows, turnês nacionais e internacionais, lançamentos de EP e singles. Ao mesmo tempo que apresenta a ancestralidade da artista nascida na Amazônia, banhada pela sonoridade e criada com os rituais da floresta, “Ecdise” mostra uma artista brasileira contemporânea que bebe da música Pop, R&B e World Music, sem perder sua essência. Essa maturidade veio de um processo de autoconhecimento, mergulhado em sua ancestralidade e referências musicais.




“Vivi um processo muito intenso de composição em Campinas, muita coisa mudou, muita coisa eu construí lá. Posso dizer que metade das canções do disco já existiam quando cheguei ao estúdio, mas as outras eu criei durante estes encontros de produção. Foi um processo muito rico e produtivo”, revela a compositora.




O álbum vem com dez faixas e tem direção vocal de Marisa Brito nas músicas “Deixa Ir” e “Legado” e Thiago Jamelão nas demais faixas. O disco traz como convidades especiais o duo pop 2DE1, a rapper paraense Bruna BG, o paulistano Daniel Yorubá e o próprio Thiago Jamelão – que também atuou como diretor vocal.




“É um álbum sobre empoderamento humano. Quero que as pessoas ouçam este trabalho e saiam mais fortalecidas dele, que possam reavaliar suas condutas. Um convite para refletir de onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Quem são essas ancestrais? E que tipo de ancestral eu quero ser?”, nos instiga Liège.




Serviço: Ouça o Álbum ECDISE no Spotify e no YouTube. Siga Liège em seu Instagram e

no Facebook.


Texto: Sonia Ferro (91) 98026-1595 (Assessoria da Artista /Pará)


91 visualizações