top of page

Juventudes do Baixo Tapajós protagonizam narrativas audiovisuais

#Audiovisual

Imagem: João Albuquerque / Divulgação.


Juventudes do Baixo Tapajós protagonizam suas próprias narrativas com filmes produzidos em vivências sobre audiovisual realizadas nos territórios da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, no município de Santarém, Oeste do Pará, e contam suas experiências na live promovida pelo Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia - Telas em Movimento na próxima segunda-feira, 31 de janeiro, às 19h30, através da rede social Instagram.




“Hoje, o audiovisual é uma ferramenta de luta para nós povos indígenas na qual, a partir

dela, nós podemos falar sobre as nossas dores, nossas lutas e sobre as nossas culturas,

mostrando a realidade do nosso povo com um olhar de dentro e não de fora”, afirma a

cineasta indígena Priscila Tapajowara, co-coordenadora do coletivo Mídia Índia que busca uma comunicação representativa para os povos tradicionais, está responsável pela mediação do bate papo online que contará com a presença da jovem indígena Leonara Kumaruara e do jovem assentado Darlon Neres.





Ambos participaram das vivências realizadas na 4° edição do Telas em Movimento intitulada “Telas em Rede: Conectando juventudes e ancestralidades no Baixo Tapajós”, durante o mês de agosto de 2021 na Aldeia Vista Alegre do Capixauã, dentro da Resex

Tapajós-Arapiuns, e na comunidade de Vila Brasil, no PAE Lago Grande. Como resultado

desse processo, os jovens produziram seis filmes por meio de smartphones, possuindo

gêneros diversificados: Documentário, ficção e vídeo para internet. Todos os filmes abordam temáticas que valorizam os seus territórios, exaltando as belezas naturais, as mobilizações locais e as boas práticas realizadas, como o reflorestamento e o turismo de base comunitária, contrapondo narrativas hegemônicas depreciativas a partir do protagonismo e emancipação da juventude por meio do audiovisual.




Dois dos filmes produzidos nestas vivências foram selecionados e exibidos na Mostra Ypê da última edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Alter do Chão, realizada em novembro do ano passado: O curta "O Mistério da Mangueira", dirigido por Juci Bentes, e o filme "Turismo no PAE Lago Grande", dirigido por Ricardo Aires, que disputaram vaga com outras tantas produções nacionais de periferia. A mostra fez uma curadoria de filmes de comunidades ribeirinhas e indígenas com linguagem experimental, produções de baixo custo e equipamentos alternativos, com foco nas realidades brasileiras.



Falando de você para o mundo - Imagem: divulgação.


Para Juci, integrante da comunidade de Suruacá, na Resex Tapajós-Arapiuns, participar do Cine alter 2021 “foi uma sensação surreal!". “Eu já me imaginava participando de festivais de cinema, mas não imaginava que seria tão grande assim. Poder estar lá durante uma semana no festival, ouvir as pessoas comentando sobre o filme, dando entrevistas. Eu estava muito honrada de estar representando a minha equipe”.




Hoje, ela integra a Natô Audiovisual, produtora audiovisual de Santarém, e afirma que essas oportunidades surgiram após a sua participação no festival: “A felicidade era imensa por ser o primeiro filme que eu dirigi e já ser exibido no Cine Alter, isso foi como um gatilho, porque depois disso foram aparecendo inúmeras oportunidades nesse ramo e, inclusive, agora eu tenho orgulho de dizer que eu faço parte da Natô Audiovisual, juntamente à Lívia Kumaruara e à Priscila Tapajowara, graças a esse reconhecimento do meu trabalho audiovisual e o Telas em Movimento tem uma responsabilidade muito grande nessas conquistas”.




“Em conversas com as organizações representativas desses territórios e com coletivos de juventudes daqui do Baixo Tapajós, a gente veio construindo uma metodologia para

compreender quais eram as demandas necessárias de cada comunidade até chegar na

decisão do local que seria realizado o Telas em Rede, assim trazendo uma extensão do

Telas em Movimento para o Oeste do Pará”, afirma Yuri Rodrigues, Educador Popular (Fase Amazônia) e Produtor Executivo da Dzawi Filmes.





SERVIÇO: Live: Telas em Rede: Conectando juventudes, ancestralidades e lutas no Baixo

Tapajós. Dia: 31 de janeiro às 19h30. Transmissão pelo instagram do Telas em Movimento: @telas_emmovimento


Para acessar todos os filmes produzidos nesta edição do Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia acessei o Canal do YouTube .


Texto: Matheus Botelho (91) 98377-3678 (Na Cuia - Produtora Cultural)



Palavras-Chaves



bottom of page