
“Tessituras de um Rio", com curadoria de Marisa Mokarzel, foi contemplada pelo Prêmio Branco de Melo 2020 de apoio a Produção Artística - Fundação Cultural do Pará - Governo do Estado. A exposição abre nesta sexta-feira (06/11) na Galeria Theodoro Braga, com visitação do público até 30 de novembro. A artista bateu um papo
com o blog sobre sua trajetória, que passa pela produção, educação, pesquisa e curadoria em arte.
Doutora em Artes (UFMG) e Mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura (UNAMA), Heldilene Reale atua como artista e pesquisadora; e realiza curadoria na galeria do espaço cultural Candeeiro, aberto recentemente, no centro histórico de Belém. Iniciou sua trajetória em 2004, transitando por multilinguagens artísticas e temáticas da memória, patrimônio, narrativas orais, percursos de viagens e conflitos na Amazônia.
“Tessitura de um Rio” nasce a partir do processo de pesquisa de Heldilene Reale, iniciado em julho de 2017, na pesquisa em poéticas desenvolvida no doutorado em Artes. Neste contexto, a artista se desloca no percurso de um Rio Amazônico que perpassa o trajeto de Belém até a cidade de Faro (PA). O deslocamento neste rio faz parte de memórias afetivas construídas com esta paisagem a mais de 20 anos atrás, relacionadas ao processo de imigração de seus avós paternos italianos, a cidade natal de seu pai, que passou a ser também a cidade onde a artista passou parte se sua infância.

A exposição é formada a partir de três Tessituras: A Tessitura I apresenta um conjunto de imagens que instigam as memórias que levaram ao retorno deste rio enquanto elo motivador: Imagens dos arquivos do álbum de família, passaporte de sua avó paterna, desenhos, mapas.
A Tessitura II exibe os territórios do navio e as paisagens humanas e não humanas presentes neste deslocamento, os viajantes que teve contato sendo representados a partir de fotografia, diário e desenhos da experiência com os mesmos, além do filme “Tessituras de um Rio”.
A última Tessitura apresenta as ruínas encontradas em Faro, ao ir ao encontro da casa onde morava, da casa de seus avós italianos, da sua escola e do carro que pertencia a sua família naquela época. Exibe-se ainda aspectos históricos sobre a cidade, trazendo reflexões em relação a representação destes espaços e as mudanças que os mesmos sofreram, e como as ruínas agregam novas possibilidades históricas em memórias que já se perderam.

Ao longo da exposição será promovido um encontro digital entre a artista e a curadora, por meio do projeto da galeria, “Uma Conversa de Acervo”. Em breve a data será divulgada, mas a seguir ela adianta um pouco aqui sobre os processos que levaram a realização dessa exposição.
Leia a entrevista compleata com Heldilene Reale em HOLOFOTE VIRTUAL
Serviço:
Exposição “Tessituras de um Rio" de Heldilene Reale
Período: 06 a 30 de Novembro / De segunda a sexta das 08h as 14h
Galeria Theodoro Braga (End: Av. Gentil Bittencourt 650, andar Terreo da Fundação
Cultural do Pará – Bairro da Batista Campos)
Texto: Luciana Medeiros (Holofote Virtual)