Festival Amazônia Mapping anuncia programação na edição 2020

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2ª Edição do FAM - Obra Espectro de Caio Fazolin - Projetada na fachada do Museu do Estado do Pará / Divulgação.

O Festival Amazônia Mapping (FAM) 2020 divulgou na última segunda-feira (16) a programação completa deste ano e convida o público a uma experiência inédita. Pela primeira vez em formato virtual, o projeto ocupa um território surpreendente: uma ilha imaginária amazônica, criada em 3D, será o palco da programação gratuita que reúne, de 24 a 28 de novembro, projeções de videomapping, apresentações audiovisuais, performances, oficinas e muito mais. Além de convidados de artistas audiovisuais de renome internacional, a edição traz como destaque interações entre imagem e música com Trio Manari + Lucas Mariano, Guitarrada das Manas + VJ Lê Pantoja, e o grupo peruano de música eletrônica Dengue Dengue Dengue.




Primeiro festival de projeção mapeada do Brasil, o FAM coloca a Amazônia na rota mundial de grandes eventos de mapping. Nas edições de 2013, 2016 e 2017, movimentou Belém e Santarém com arte e tecnologia nos espaços urbanos. Em meio à pandemia, o projeto se reinventa em sua quarta edição. O formato de apresentações a céu aberto precisou ser adaptado. Mas o desafio forjou desdobramentos capazes de potencializar conexões.




Com o tema “Realidades Expandidas”, o FAM 2020 aposta na interatividade e na imersão em meios virtuais. Na ilha 3D, construída especialmente para o festival, o público estará no coração de uma amazônia imaginária, entre a floresta e a cidade. Com gráficos realistas, o projeto da ilha Amazônia Mapping foi construído através de uma programação gamer, e vai proporcionar uma nova experiência de streaming ao público.




“A impossibilidade da presença física nos abre possibilidades riquíssimas de experimentar processos digitais e reinventar o espaço online a partir da arte e das nossas relações dentro do ambiente que criamos para o FAM. A ilha Amazônia Mapping é este espaço onde a arte se conecta às pessoas. As atrações artísticas são inseridas neste ambiente virtual amazônico e o público pode ter uma experiência imersiva no festival”, diz Roberta Carvalho, artista visual, idealizadora e curadora do festival..



Ilha FAM, vista aérea. - Divulgação.


Programação


A programação abre com a etapa de formação. Serão três oficinas gratuitas. Nos dias 24, 25 e 26, Bianca Turner promove o workshop “Vídeo Projeção, Corpo e Cena”. A artista, com graduação e mestrado em Londres, aborda maneiras de usar a vídeo projeção em teatro, dança, performances e artes visuais.




Nos dias 24 e 25, Ygor Marotta, o VJ Suave, ministra a oficina “Desenho e Animação em Tempo Real”. Marotta já expôs seu trabalho em mais de 20 países. Na oficina, através do aplicativo Tagtool, participantes aprenderão técnicas para desenvolverem desenhos que serão animados e projetados em tempo real.




O VJ Pixel ministra a oficina “Da Realidade Aumentada à Projeção Mapeada”, no dia 28 de novembro. O VJ já realizou trabalhos na Ásia, Europa, América do Norte e do Sul. Na oficina, irá apresentar cases com diferentes técnicas e estéticas de arte em realidade aumentada (RA), criando paralelos com projeção mapeada.



Guitarrada das Manas- Imagem: Karol Amara.


Na noite do dia 26, haverá um bate-papo sobre a Amazônia enquanto território de cultura, inventividade e resistência. Além de Roberta Carvalho, participam do encontro a drag queen Uýra Sodoma, que usa elementos da floresta na composição da personagem e aborda, por meio da arte, debates como sustentabilidade, questões de gênero e direitos LGBTQI; e Keila Serruya, cineasta e artista visual do Amazonas, que pesquisa a ancestralidade negra e indígena em suas obras.




Em seguida, o festival promove o Projetaço. Serão centenas de obras exibidas no ambiente virtual e também na cidade de Belém: como forma de dar boas-vindas ao público, o FAM 2020 ocupa a fachada de alguns prédios da capital para que o público possa acompanhar as projeções de suas sacadas. Entre as obras exibidas estão de artistas como Denilson Baniwa, Evna Moura, Keila Serruya, Marcela Bonfim, além de outras que serão selecionadas na chamada aberta do Festival.




No dia 27, haverá videomapping na fachada da versão digital da Igreja Matriz de Santarém. Em seguida, o FAM recebe o Trio Manari, grupo com mais de 20 anos de carreira. Formada pelos percussionistas Márcio Jardim, Nazaco e Paturi, a banda traz ao festival os sons da floresta interagindo com as projeções de Lucas Mariano, premiado multiartista visual de Belém.



Performer Uýra - Imagem: Matheus Belém.


A noite segue com show do Orquestra Vermelha, projeto premiado de Matheus Leston, o único músico que está realmente no palco, ao vivo, controlando tudo. Todos os outros membros da banda são sombras, projetadas em tamanhos reais em painéis de led. Esses músicos virtuais foram filmados e gravados em estúdio, improvisando sons a partir de bases musicais.




No dia 28, o FAM 2020 abre com Will Love e a Nave do Som. Quem tiver um óculos de realidade virtual em casa poderá fazer uma experiência na companhia do músico, que criou uma performance sonora feita exclusivamente para o projeto.




No line-up, mais shows de imagem e música com a Guitarrada das Manas + VJ Lê Pantoja. A primeira banda de guitarrada formada por mulheres combina elementos do pop contemporâneo às batidas de ritmos regionais. Para fechar a série de shows, o festival trouxe um convidado do Peru. O som do duo Dengue Dengue Dengue, diretamente de Lima, mostra sua mistura psicodélica de cúmbia e beats eletrônicos. Para encerrar, o projetaço Resiste!, que ocupa a floresta virtual com centenas de obras.



Divulgação.


Serviço

Festival Amazônia Mapping 2020 - Realidades Expandidas

Período: 24 a 28 de novembro

Onde: o evento será todo online e transmitido pelo Canal oficial do festival no

Youtube

Programação completa no site do festival: www.amazoniamapping.com

Oficinas gratuitas com inscrições online nas redes (Facebook e Instagram) e site do

festival.


Texto: Comunicação

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