Femea prorroga inscrições artísticas até 3 de março

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Equipe da Femea, com Dona Domingas, do GMB - Imagem: Maíra Henriques.


Uma projeto feito 100% por mulheres, a FEMEA - Feira de Empreendedorismo, Música e Artes na Amazônia prorrogou até o dia 3 de março, as inscrições para propostas de vídeo de artes visuais e outras linguagens artísticas para compor a programação do evento, que será realizado de 8 a 14 de março, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. A ficha de inscrição e o regulamento com informações de como participar e premiação estão no site www.femea2021.com.br.




Serão selecionados 8 vídeos com propostas enviadas de todo o Pará. A submissão é simples. Os vídeos escolhidos pela curadoria da FEMEA serão exibidos durante a programação da semana, pelo Canal de Youtube e Redes Sociais, e também ganharão destaque nos dois programas de web.



A programação traz mais de 10 atrações artísticas, feirinha virtual de empreendedorismo, workshops e uma oficina, que seguem com inscrições abertas, também até dia 3 de março no site, mesas redondas e dois programas FEMEA TV Web, que serão exibidos na abertura e no encerramento da programação, pelo Canal de Youtube e redes sociais da FEMEA.




O projeto é uma idealização da produtora cultural Narjara Oliveira, da Senda Produções em parceria com a jornalista e produtora cultural Luciana Medeiros, do blog Holofote Virtual, com realização e apoio do edital de Festivais Integrados da Lei Aldir Blanc – Secult/PA.



Campanha de financiamento


Além dos cursos, debates e visibilidade ao empreendedorismo e talento artístico da mulher, o FEMEA também se engaja na luta do GMB – Grupo de Mulheres Brasileiras – Belém e dá início a uma campanha de financiamento coletivo que busca doações a reforma da casa sede e outros investimentos do coletivo que já existe há mais de 30 anos, como o projeto Quintal Vivo, desenvolvido pelo grupo.



Divulgação


As informações mais detalhadas e a conta do GMB para depósitos estão no site femea2021.com.br . A meta é chegar ao mínimo de 5 e máximo de 100 mil reais para a reforma total da sede do GBM no Bengui e investimentos em projetos do quintal vivo

do grupo na comunidade.




O grupo existe de 1986 e vem lutando contra as violências sofridas pelas mulheres em suas vidas pessoais e profissionais. Domingas Caldas, cametaense de 68 anos, é líder fundadora do Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB). Sua vida é exemplo de superação. No passado, ela sofreu atos de violência física e psicológica, que a fizeram fugir de casa e do marido, que usava o status de provedor da família para coagi-la. Hoje, a pedagoga tem muito a ensinar:




“O empreendedorismo é uma grande ferramenta para nós mulheres. A violência doméstica é uma prisão e não ter fonte de renda própria é como a chave da cela. Por isso, dentro do GMB nós criamos uma rede de produção artesanal para fomentar a independência financeira de mulheres violentadas”, conta Domingas.



O movimento do GMB iniciou como uma alternativa à geração de renda, mas com o passar do tempo elas perceberam que havia uma outra questão em comum que as unia, o histórico de violência ou abuso sexual. A partir daí o grupo incluiu nas suas metas, além da busca e incentivo pela independência financeira das mulheres, a conscientização sobre a saúde da mulher e ações para combater a violência

doméstica.



Serviço

Feira de Empreendedorismo, Música e Artes na Amazônia – FEMEA: prorrogou até o

dia 3 de março, as inscrições para propostas de vídeo de artes visuais e outras

linguagens artísticas para compor a programação. O Evento ocorre de 8 a 14 de

março de 2021. Informações, programação e

inscrições: www.femea2021.com.br .


Texto: Luciana Medeiros (Holofote Virtual)

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