Fórum Circular chega a segunda edição ocupando o MAS

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Circular 25º edição. - Imagem: Cláudio Ferreira

O 2° Fórum Circular: patrimônio, cidadania e sustentabilidade abre nesta quinta-feira, 21 de novembro, a partir das 19h, com cerimônia na igreja de Santo Alexandre e abertura da exposição “A pele que habito”, dos fotógrafos do projeto Circular Otávio Henriques e Cláudio Ferreira, e da fotógrafa convidada Ursula Bahia. As inscrições estão abertas pelo site do projeto Circular -www.projetocircular.com.br. O credenciamento será realizado no dia da abertura, das 16h às 18h30, no Museu de Arte Sacra – Complexo Feliz Lusitânia –, onde a programação segue até dia 23, com mesas, palestra e oficinas.




Criado em 2018, com objetivo de promover o compartilhamento de experiências, reflexões e elaboração de proposições participativas voltadas para a valorização, requalificação e potencialização de usos e possibilidades do centro histórico de Belém e imediações, a segunda edição do Fórum Circular foi construída a partir da consulta de interesses dos parceiros, moradores entre outros atores ligados ao patrimônio cultural.




O objetivo do evento é refletir, propor e amadurecer coletivamente as propostas de requalificação da área central degradada, que integra o centro histórico de Belém, com tombamento nas esferas municipal e federal e com diversos monumentos e equipamentos culturais tombado e geridos pelo governo estadual.



“O objetivo do fórum é marcar essa presença junto às instituições no sentido de que nós estamos aqui e queremos ser ouvidos. Queremos ser parte das decisões políticas que mexem diretamente com o centro histórico de Belém. Este ano estamos reunindo Prefeitura, Governo do Estado e União, numa tentativa de estabelecer diretrizes de um projeto casado, com todas estas instituições”, diz Maria Dorotea de Lima, coordenadora do Circular.




Na noite de abertura haverá mesa com participação dos representantes das instituições patrocinadoras e da rede parceiros do projeto, além da equipe gestora do Circular. E a palestra “Atuação e perspectivas do Projeto Circular no período 2018-2019”, que será proferida por Tamara Saré – Coordenadora do Circular. Ela abordará os avanços, novas experiências e futuro do projeto.




“Hoje o projeto Circular tem uma potência de relacionamento político com a sociedade muito forte, sendo um projeto de representação desse segmento todo. O nosso maior desafio é trazer e fazer funcionar as políticas públicas nessa área que é de todos, de quem vem de outros bairros da cidade e principalmente dos moradores e trabalhadores que estão neste território. Esses anos de Circular foram anos de muita escuta, pois é através disso que saem as ações do projeto. O Fórum é um exemplo”, diz Tamara Saré.




Também na abertura estará em foco a revista digital do projeto Circular, criada com objetivo de abordar temas referentes ao centro histórico. Na ocasião será lançada campanha para escolher um nome para a publicação. A revista chegará ao sétimo número em dezembro e, a partir de 2020, ganhará novos contornos, abrindo espaço para colaboradores.




A noite de abertura culminará com a abertura da exposição “A Pele que Habito”, com fotografias de Otávio Henriques e Cláudio Ferreira, responsáveis pelos registros das edições, oficinas e outras atividades ligadas ao projeto, além da cobertura fotográfica para a revista circular. A mostra conta também com imagens da fotógrafa Ursula Bahia, moradora da Cidade Velha e convidada para realizar a pesquisa fotográfica para o Mapa Afetivo da Cidade Velha, que também será lançado em dezembro.



Imagem: divulgação


O Projeto Circular


Em seis anos de projeto, a rede Circular Campina Cidade Velha já conta com 54 parceiros, entre ações, projetos e espaços culturais e colaborativos situados nos bairros históricos de Belém, a rede de parceiros pretende fortalecer e consolidar-se como um corpo social representativo a fim de demandar aos poderes executivo legislativo ações efetivas de preservação e potencialização desse patrimônio cultural.




Por meio de ação compartilhada e democrática, a expectativa é gerar desenvolvimento com programas de moradia, financiamentos para recuperação das edificações e pequenos negócios que possam também gerar renda, empregos e tributos de forma associada a ações de fomento, promoção e divulgação das atividades e ofertas, além de ações de capacitação e qualificação educativas.




Mobilizando e articulando projetos, proposições e iniciativas diversas que já acontecem na área tombada, o Circular a partir das deliberações do primeiro Fórum Circular/2018 e dos resultados do Grupo de Trabalho Ações Emergenciais, vem estabelecendo canais de diálogo com os entes federativos, na perspectiva de ampliar o alcance dessas diversas ações e contribuir para a recuperação dos bairros Campina, Cidade Velha e imediações.




Serviço

2º Fórum Circular – Patrimônio, Cidadania e Sustentabilidade. De 21 a 23 de

novembro, no Museu de Arte Sacra. Programação completa

site www.projetocircular.com.br/ 91 98134.7719 (WhatsApp).


Texto: Luciana Medeiros - Holofote Virtual

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