Documentário sobre Dalcídio Jurandir é exibido no Cine Líbero


O escritor paraense Dalcídio Jurandi - Foto: Divulgação

No último domingo (16/06) foi celebrado o "Dia de Alfredo", uma homenagem ao escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979) e que pretende dar popularidade e mais acesso às suas obras. E em comemoração a data, na próxima quinta-feira (20), estreia no cinema Líbero Luxardo o documentário "O chalé é uma ilha batida de vento e chuva". Ainda em alusão a data, a Pará.grafo

Editora anuncia o lançamento de mais

dois títulos, na próxima Feira Pan-Amazônica

do Livro: "Chove nos Campos de Cachoeira" e "Chão dos Lobos".



O documentário “O chalé é uma ilha batida de vento e chuva”, de Letícia Simões, que refaz o percurso de Dalcídio pelos rios do Pará quando trabalhava como inspetor de escolas. Por meio de leituras de cartas, são apresentadas as paisagens e as memórias do autor; entrevistas com pessoas que viveram à época também são valiosas para reconstruir o legado dalcidiano em vídeo.



“Dia de Alfredo” A data foi criada em 2016 pela Sociedade Amigos da Academia do Peixe Frito, tendo à frente o jornalista José Varella - importante articulador de pautas marajoaras. A referência é o “Bloomsday”, que celebra também no dia 16 de junho a literatura de James Joyce, com o personagem principal de “Ulisses”, chamado Leopold Bloom, e Alfredo, assim como Bloom, foi escolhido para rememorar o seu criador.




Muito estudada e interpretada no meio acadêmico, a literatura dalcidiana ainda carece, porém, de incentivos para que mais leitores possam conhecer as histórias do autor, seja por livros ou outros meios de incentivo à leitura. É o que constata André Fernandes, da Pará.grafo Editora, que juntamente com Girotto Brito, realizou campanhas para reedição de livros já esgotados de Dalcídio Jurandir, como “Ponte do Galo”, “Os Habitantes” e “Três Casas e um Rio” e em dezembro do ano passado, uma nova campanha também para reedição de "Chove nos Campos de Cachoeira" e "Chão dos Lobos" - que serão lançados na próxima Feira Pan-Amazônica do Livro. Em 2019, são 110 anos de seu nascimento e 40 de sua morte, justamente no dia 16 de junho. Saiba mais sobre os livros em: www.e-paragrafo.com.br



“Dalcídio é muito importante para a literatura nacional, tal qual Jorge Amado, Clarice Lispector, e outros autores, mas ainda não tem o mesmo prestígio”, lamenta o editor. “Alfredo é muito importante nos livros e é também o nome do pai e de um dos filhos do escritor. Nos livros são mostradas fases do desenvolvimento dele, desde a infância no Marajó até a ida para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida, até a volta ao Pará. Ele é quem norteia a história”, comenta André Fernandes.



Serviço:

Documentário “O chalé é uma ilha batida de vento e chuva”, de Letícia Simões Cine Líbero Luxardo (Fundação Cultural do Pará - Av. Gentil Bittencourt, 650) 20 a 23, 25 e 26/06: 20h Ingressos: R$ 12,00 (com meia-entrada para estudantes)


Texto: Dominik Giusti

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