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Bando Mastodontes lança álbum de estreia “Ciranda Celestial”

Mastodontes - Imagem: Bruno Carachesti / Divulgação.


Bando Mastodontes bate tambores aos orixás e abre caminhos da cultura popular aliando música, teatro e literatura em seu primeiro disco “Ciranda Celestial” (Natura Musical). O trabalho revela uma Amazônia ancestral, preta e indígena, de ritos e cura. O álbum foi lançado nessa última sexta-feira (dia 22 de abril), em todas as plataformas digitais.




“Nossa Amazônia transcendental está intimamente ligada à ideia de que existe força na nossa pajelança, cantamos para nos curar, cantamos para ecoar a nossa cura, acreditamos e reverenciamos a espiritualidade existente na ancestralidade de nosso canto, cantamos para transcender, os limites do corpo-mente, do espírito, do tempo, das fronteiras. Nossa ciranda é da diversidade, de seres, de culturas, de sons, de imaginários, de energias. Em síntese, o álbum 'Ciranda Celestial', sonoramente falando, se alinha a uma tríade - é batuque, é progressivo e é transcendental“, explica Luciano Lira, violonista e uma das vozes da trupe, sobre o disco, um projeto realizado com patrocínio do edital Natura Musical por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Pará (Semear).




Um dos maiores destaques da música contemporânea do Norte, o grupo é formado por Jimi Britto (guitarra), Ana Marceliano (percussão, voz e composição), Fernanda Noura (voz), Luciano Lira (violão, voz e composição), Caio Azevedo (bateria), Katarina Chaves (percussão), Bruna Cruz (percussão, voz e composição), Armando Mendonça Filho (voz, percussão, violino, violão e bandolim) e Rodolfo de Mendonça (baixo).




Ao longo de seis anos de estrada, a trajetória do Bando foi impulsionada por apresentações vigorosas e impactantes no carnaval de Belém, que já atraíram mais de 25 mil pessoas pelas ruas, só em 2020. O grupo também foi destaque em festivais relevantes da música paraense, como Se Rasgum (2019), Festival Floresta Sonora (2019), Festival Apoena (2019), Psica Festival (2018 e 2021) e Festival Lambateria (2018), além de integrar a programação da Virada Cultural de São Paulo (2019) e da Noite Sim – São Paulo.


Cirante da diversidade


Com dez faixas, “Ciranda Celestial” traz as participações das escritoras e poetisas Paloma Amorim, Zélia Amador, Trio Manari, Banda Nação Ogan; Mansu Nangetu, terreiro de candomblé angola que é referência regional e nacional na cultura religiosa afro-amazônica (representado na obra por Mametu Nangetu, Tata Kamungeji e Tata Kalepensi); e Edimar Silva, contramestre de capoeira angola nas percussões.





O performático Luciano Lira, que assina todas as canções do trabalho (algumas em parceria), com exceção de "Violeta no Front", que tem letra de Ana Marceliano, reflete sobre a origem da diversidade artística presente no álbum. "No Pará encontramos uma das maiores diversidades étnicas do Brasil, com 55 etnias e cerca de 60 mil indígenas vivendo por aqui. É também o estado brasileiro com maior número de comunidades quilombolas do Brasil, são 62 no total. Vivemos num estado com uma dimensão territorial onde caberiam cinco Franças. Há uma complexidade muito grande em pensar Amazônia e 'desenvolvimento'. Nossa região é uma teia que conecta dois mundos - a floresta e a cidade - e dessa ambivalência, desse cruzamento, temos como resultado uma Amazônia múltipla, diversa, ancestral, urbana, periférica, tecnológica, mística e erudita", analisa.




Para o produtor do álbum, Armando de Mendonça, o trabalho é um divisor de águas na trajetória do grupo. "’Ciranda Celestial’ é um marco de tomada de consciência e amadurecimento. Isso só foi possível pela força que o coletivo tem de se retroalimentar de energia, ideias, afetos e provocações. Este processo se reflete no modo como chegam as canções. A assinatura musical do disco se dá em múltiplas vozes, diversas percepções, incríveis participações, realidades, culturas, ritmos e sensibilidades. O resultado vem da indução/intenção primordial que é se propor a construir juntes, aprendizado que vem do teatro, somando às bagagens de vida, técnicas, saberes, ancestralidade que cada um traz consigo."



SOBRE O BANDO MASTODONTES


Fundado em 2015, o Bando Mastodontes conta com dez artistas da cidade que têm a música como ponto de comunhão. Profissionais do teatro, do audiovisual, da comunicação, do direito, da psicologia e das artes. São artistas que têm em comum o interesse pela investigação da música numa dimensão mais híbrida, social e política, sempre flertando com as artes cênicas que é de onde vem parte do seu repertório, já que as origens do Bando Mastodontes estão ligadas ao movimento teatral de Belém.





Serviço:

BANDO MASTODONTES LANÇA “CIRANDA CELESTIAL”, disponível nas Plataformas Digitais.

Acompanhe essas e outras novidades no instagram do grupo @bandomastodontes.



Texto: Gil Sóter ( Assessoria de comunicação)


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