A LIGA DO TEATRO ESTREIA “QUEEN NUM TOQUE DE MÁGICA”


Fã Clube: Tobias, Ed e a Mel - Foto: Vinicius Fleury

No contexto dos anos 1980, o espetáculo musical do grupo A Liga do Teatro conta a história de três jovens que representam toda uma geração. Unidos por uma mesma paixão e com objetivo de chegar ao Rock in Rio, eles vivem uma jornada com experiências de afirmação, emancipação e enfrentamento em uma sociedade conservadora. “Queen num toque de Mágica” estreia dia 3 e fica em cartaz até 5 de julho, sempre às 19h, no Teatro Margarida Schivasappa.



A trama do musical “Queen num toque de Mágica” se passa numa pacata cidade de interior do Brasil, onde três jovens interpretados pelos atores Filipe Cunha, Pedro Cordeiro e Luiza Barros se unem por terem em comum a sensação de não caberem no mundo. Em comum, eles têm a devoção à banda inglesa “Queen”, o que se torna um elo de união entre os amigos, que inauguram um fã clube e decidem partir de mochilão pelo país, rumo ao primeiro Rock in Rio.



O festival de rock que inspira o espetáculo é um pretexto encontrado pelos autores do texto, Bárbara Gibson e Haroldo França, para discutir a autenticidade das pessoas frente às dificuldades, a paixão pela arte e a beleza da resistência. Por isso, foi preciso entender o que o repertório da banda traz como significado para as pessoas, quais elementos têm as canções em relação a identidade, estilo de vida, moda, cultura e comportamento no contexto dos anos 1980.



Trio Brega: Natyele, Fracisco e Sandra - Foto: Vinicius Fleury


“Nosso desafio foi criar uma peça que não fosse sobre a trajetória do Queen, mas que tivesse uma profunda relação com a banda e com nossa realidade atual. Não acho que valha a pena falar de coisas do passado se não for para afirmar valores urgentes e atuais”, diz Haroldo França, que assina a dramaturgia com a atriz Barbara Gibson, também diretora do espetáculo.



E quanto a isso, para além das canções, a figura de Freddie Mercury é emblemática. A performance dele no palco desafiava padrões de expressão de gênero e masculinidade, cujo carisma, excentricidade que inspirou e inspira até hoje aqueles que não se identificam com as diversas manifestações do conservadorismo.


“O papel da arte, acredito, tem a ver com isso, questionar o que está aí. E veja só o que está aí: um ultraconservadorismo crescente, tomando voz e ameaçando a nós, artistas, nós, LGBTs, nós, que assim como Freddie, tentamos cavar no mundo um espaço para existirmos como somos, com voz e com respeito”, comenta Haroldo.


Montagem tem quase 30 pessoas em cena



A cantora Monsserat e Mother Mercury - Foto: Vinicius Fleury

O espetáculo traz de volta personagens da época, além de outros, criados especialmente para a trama, como a Mother Mercury, interpretado por Suka Bastos, que costura, como uma figura mística, toda a trajetória desses jovens e outros, evocados pelo coro. São 28 pessoas em cena.





“Produzir musicais é algo muito complexo. Estamos falando em utilizar de muitas linguagens artísticas. É minha direção com musical, embora eu seja apaixonada pelo gênero e uma consumidora. Já viajei só para ir assistir um musical em São Paulo, por exemplo. A Liga de Teatro não está estreando nesta linguagem. Ano passado participamos de uma montagem, O Grande Show, que foi positiva e resolvemos apostar no gênero”, diz Bárbara Gibson, que já dirige espetáculos teatrais desde 2011.



SERVIÇO

“Queen num toque de Mágica” – Dias 3, 4 e 5 de julho, às 19h, no Teatro Margarida

Schivasappa, em Belém.



Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/queen-num-toque-de-

magica__547897 e no salão Gata Pintada - Shopping Pátio Belém. Mais

informações: (91) 98425-0317 ou (91)98824-2404.


Texto: Luciana Medeiros / Assessoria de Imprensa: Holofote Virtual

Fotos: Vinicius Fleury

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