Últimos dias para visitar exposições nas Galerias Theodoro Braga e Benedito Nunes

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Imagem: divulgação.


Seguindo todas as medidas de prevenção contra o novo coronavírus, as galerias Theododo Braga e Benedito Nunes voltaram as suas atividades no começo do mês de agosto. E para esse retorno elas trouxeram as exposições "Esculturas Corporais Indígenas" do artista Francelino Mesquita e "Entre o Rio e o Mar", da artista Glauce

Santos, que seguem a disposição do publico para visitações até a próxima sexta-feira (28/08).




Na Galeria Theodoro Braga o público pode apreciar a exposição "Esculturas Corporais Indígenas", do artista Francelino Moraes Mesquita. A mostra conversa com esse contexto histórico da formação da cultura indígena, com uma intenção de valorizar a importância social, do patrimônio histórico, econômico e artístico desses povos originários, criando um diálogo principalmente com pintura corporal, de traços geométricos, que representam a expressão ligada a diferentes manifestações culturais da sociedade indígena, que cria uma pintura específica para cada evento: caça, lutas, casamentos, ritos de passagem e morte. As esculturas trazem a representação do movimento desses grafismos nos corpus indígenas, apresentando literalmente a surrealidade de suas tradições gráficas, como se desprendessem da pele, em geometrias inertes, como exoesqueletos, que dão forma a um legado ancestral.



Exposição "Esculturas Corporais Indígenas", do artista Francelino Moraes Mesquita.- Imagem: divulgação.


O movimento das formas é um traço característico da obra de Mesquita, que traz do desenho arquitetônico, de sua formação técnica em edificações, o observar empírico do movimento da forma, do espaço e a ordens relacionadas aos elementos tridimensionais de suas obras, além da pesquisa artística e experimentação estrutural e orgânica dos materiais utilizados (miriti, cabaças, metais, papeis e etc).




Já a Galeria Benedito Nunes convida o público para a Exposição "Entre o Rio e o Mar", da artista Glauce Santos. O tema das águas retratado nas obras que compõem a instalação remete as simbologias do sagrado, as mitologias, os valores civilizatórios afro-brasileiros, uma reverência aos orixás das águas na diáspora brasileira, rio e mar. São elas: Oxum e Iemanjá, divindades de origem africana, cultuadas no Brasil, habitam um universo marcado por sentimento de pertencimento.



Exposição "Entre o Rio e o Mar", da artista Glauce Santos. Imagem: divulgação.


"O meu processo artístico é permeado de memórias e vivências, são conexões que fui desvendando ao longo do tempo, a busca pessoal, a arte, e os trajetos nos rios. As recordações conduzem-me à enorme imagem de Iemanjá que ficou guardada na memória por muitos anos, permanecendo em mim, a cor azul de seu vestido. As águas sempre de alguma forma, estão permeando a minha vida, são imagens e sons que trago comigo, me fazendo entender que mar calmo não faz um bom marinheiro, no meu caso, uma marinheira. Não existe o nosso tempo, e sim o tempo das marés”, destaca Glauce

Santos.



Serviço:

Galeria Theodoro Braga - ESCULTURAS CORPORAIS INDÍGENAS - Artista:

Francelino Mesquita / De 03/08 a 28 de Agosto - Segunda a sexta, das 08h às 14h.


Galeria Benedito Nunes - ENTRE O RIO E O MAR - Artista: Glauce Santos / De

03/08 a 28 de Agosto – Segunda a sexta-feira, das 08h ate às 14h.


Texto: Estante Cultural com informações das produções das Exposições

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